A Petrobras informou ao mercado nesta terça-feira que os investimentos programados para 2010 são de R$ 79,45 bilhões

09/03/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

Segundo esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários a Petrobras detalhou que a área de Exploração e Produção receberá R$ 35,7 bilhões; a de Abastecimento e Petroquímica R$ 30,7 bilhões; Gás e Energia R$ 4,82 bilhões; Internacional R$ 5 bilhões; Distribuição R$ 666 milhões; Biocombustíveis R$ 750 milhões; e Corporativo, R$ 1,76 bilhão .

No ano passado, até setembro, os investimentos somavam R$ 50,6 bilhões, o que já representava 49% a mais do que o investido em 2008.

A ministra, também presidente do Conselho de Administração da Petrobras, havia afirmado em discurso para cerca de três mil trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, na segunda-feira, que os investimentos da estatal este ano seriam “algo em torno dos R$ 85 bilhões”.

A ministra, que estava acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento, saiu sem falar com a imprensa.

Balanço adiado

Mais tarde, o diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa informou que o balanço da empresa seria analisado em uma reunião do conselho de administração da companhia, no dia 19 de março.

De acordo com nota da Petrobras nesta terça-feira, a data realmente está no calendário anual da companhia, mas informou em comunicado que a reunião ainda precisa de confirmação.

“Em se confirmando esta data, o conselho poderá apreciar os resultados do quarto trimestre e do exercício de 2009. Assim que a reunião e agenda forem confirmadas, a Petrobras irá informar o mercado”, explicou a empresa em nota.

A previsão da Petrobras era divulgar o balanço no último dia 25 de fevereiro, mas foi adiado por problemas na agenda dos integrantes do conselho, do qual fazem parte, além da ministra Dilma, o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau; o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Integram ainda o conselho o presidente do Santander, Fabio Barbosa, representando os acionistas ordinários; o presidente da Gerdau, Jorge Gerdau, como representante dos preferencialistas; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; e o vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas, Sérgio Quintella.

A Petrobras disse ainda que o Plano de Negócios 2010 a 2014, “encontra-se em discussão, e tão logo seja aprovado será divulgado amplamente ao mercado”.

O atraso na divulgação do plano se deve à demora de aprovação da capitalização da Petrobras, atualmente em trâmite no Congresso, e que vai determinar o volume de recursos que estarão disponíveis. No plano anterior, de 2009 a 2013, estavam previstos 174,4 bilhões de dólares de gastos.

fonte: www.uol.com.br

Hypermarcas amplia atuação no setor de higiene com novas aquisições

08/03/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

Em menos de três dias, a Hypermarcas anunciou a aquisição de três empresas nos segmentos de fraldas descartáveis, higiene bucal e higiene pessoal, desembolsando um total de R$ 550 milhões em dinheiro e ações.

Na noite de domingo, a empresa -uma das maiores representantes do setor de bens de consumo do Brasil- informou a compra da fabricante e distribuidora de hastes flexíveis, curativos, absorventes e algodões York, por R$ 100 milhões, e da empresa do segmento de higiene bucal Facilit, por R$ 79 milhões.

O pagamento pelos ativos da York será feito à vista e inclui todo o parque industrial da companhia. Já o negócio com a Facilit prevê o pagamento de 60 por cento à vista e o saldo remanescente em cinco parcelas iguais, anuais e sucessivas.

Na sexta-feira, a companhia já havia divulgado a compra da fabricante de fraldas descartáveis Sapeka, por R$ 225 milhões à vista mais quase R$ 6,8 milhões de novas ações de sua emissão, totalizando R$ 371 milhões -considerando o valor das ações na bolsa no encerramento do último pregão.

Com a compra da York, a Hypermarcas entra no segmento de absorventes femininos e reforça sua atuação no mercado infantil. Já a aquisição da Facilit–detentora da marca Sanifill, entre outras- leva a empresa a atuar também no setor de higiene oral.

Em comunicado, a Hypermarcas afirmou que as aquisições integram a estratégia de ampliação do seu portfólio de produtos nos setores de beleza e higiene pessoal.

Se consideradas as três últimas aquisições, a Hypermarcas acumula 30 compras em nove anos de operação. Apenas no segundo semestre de 2009, a companhia adquiriu a Hydrogen, de produtos de higiente infantil, as marcas de fraldas Pom Pom e BigFral, as fabricantes de preservativos Inal e Jontex, além do laboratório Neo Química.

fonte: www.uol.com.br

Acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta sexta-feira

05/03/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

Por: Equipe InfoMoney
05/03/10 – 15h13
InfoMoney

SÃO PAULO – Com o Relatório de Emprego dos EUA sendo bem recebido pelos investidores, os principais índices acionários do globo seguem em trajetória positiva nesta sexta-feira (5), com o Ibovespa avançando mais de 1,3% nesta tarde. Por aqui, nova rodada de resultados e noticiário envolvendo produtoras de commodities são destaque.

Os números do mercado de trabalho norte-americano têm ajudado a manter os ganhos nos mercados. Durante o mês de fevereiro, a taxa de desemprego manteve-se em 9,7%, enquanto os analistas esperavam que ela subisse para 9,8%. Já o total de vagas de empregos perdidas no período foi de 36 mil, bem abaixo do que as perdas estimadas (68 mil).

No front doméstico, o destaque da agenda fica com o resultado definitivo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em fevereiro. A medida oficial da inflação doméstica registrou alta de 0,78% em fevereiro, praticamente estável frente a janeiro.

Ecodiesel despenca após perder Selo Social
Apesar do dia positivo na bolsa brasileira, algumas empresas ganham destaque pelo desempenho negativo no pregão. É o caso da Brasil Ecodiesel (ECOD3). Segundo publicação do Diário Oficial da União, o Ministério do Desenvolvimento Agrário suspendeu pelo período de um ano o Selo Combustível Social de quatro usinas da companhia, por conta de um processo administrativo movido conta ela em 2007.

Com isso, essas usinas estão impossibilitadas de venderem biodiesel por meio dos leilões da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível) do biodiesel com selo – o que representa 80% do volume total. Por conta disso, os papéis da Ecodiesel despencam mais de 10% nesta tarde, sendo cotados próximos a R$ 1,15. Vale mencionar também que os ativos da empresa aparecem como o terceiro mais negociado do dia, ficando atrás apenas das blue chips Vale e Petrobras.

Nova descoberta da OGX
Assim como ocorreu no início da semana, a OGX Petróleo (OGXP3) comunicou nova descoberta de hidrocarbonetos em poço na Bacia de Campos. Desta vez, o achado foi no poço 1-OGX-6-RJS, chamado de Etna e localizado no bloco BM-C-41. Em função dessa nova descoberta, os papéis da petrolífera operam com valorização próxima de 3% no Ibovespa.

Nova aquisição da Hypermarcas
Dando sequência ao seu processo de consolidação de marcas no setor, a Hypermarcas (HYPE3) anunciou a sua mais nova aquisição: a Sapeka. Na sessão anterior, a companhia firmou um memorando de entendimento para compra de 100% da participação do capital da fabricante de fraldas, num valor de R$ 225 milhões à vista mais 6.784.922 ações da Hypermarcas, que ficarão restritas à venda por até cinco anos.

Já nesta sexta-feira, a varejista afirmou que concluiu a compra da Jontex. Serão pagos US$ 101 milhões para a aquisição da empresa Versoix Participações, que detém todos os ativos da fabricante de preservativos masculinos. Repercutindo os eventos anunciados recentemente, os papéis da Hypermarcas sobem mais de 3% nesta tarde.

Resultados
Na nova rodada da temporada de resultados, os investidores receberam os dados contábeis da Grendene (GRDN3), que no quarto trimestre de 2009 revelou lucro líquido de R$ 85 milhões no período, valor 2,8% superior ao valor registrado em igual intervalo de 2008. Os papéis da fabricante de calçados operam com forte queda de 3% na bolsa brasileira.

Ainda entre as varejistas, a Hering (HGTX3) reportou na mesma base comparativa um crescimento de 418% em seu lucro líquido, somando nos últimos três meses de 2009 um montante de R$ 48,4 milhões. As ações da companhia sobem 0,75%.
No setor imobiliário, a Lopes (LPSB3) somou um lucro líquido de R$ 22,6 milhões no último quarto do ano passado, revertendo perdas de R$ 98,1 milhões registradas no mesmo período de 2008. Os ativos da empresa sobem 1,3%. Por fim, a Magnesita (MAGG3) viu seu prejuízo diminuir de R$ 62,7 milhões para R$ 29,7 na mesma base comparativa, mas as ações da mineradora sofrem forte queda de 3,7%.

Oferta da BR Properties

Por fim, a BR Properties informou que os pedidos de reserva da oferta de varejo foram integralmente atendidos. Após o processo de bookbuilding, as ações da companhia foram precificadas em R$ 13,00, ficando abaixo das projeções dos coordenadores da oferta, que estimavam valor entre R$ 14,00 e R$ 18,00. Os papéis da incorporadora serão listadas no Novo Mercado da BM&F Bovespa, sob o código BRPR3, com estreia marcada para o próximo dia 8.

Pão de Açúcar prevê vendas 15% maiores neste ano

04/03/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

SÃO PAULO, 4 de março (Reuters) – Com base no bom comportamento das vendas nos dois primeiros meses deste ano, o Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do Brasil, espera um aumento perto de 15% nas vendas de 2010 com base nas lojas abertas há pelo menos um ano.

A previsão foi feita nesta quinta-feira pelo atual vice-presidente de operações e futuro presidente-executivo da empresa, Enéas Pestana. Na terça-feira, no anúncio do desempenho do grupo no quarto trimestre, o executivo comentou que as vendas no primeiro bimestre apresentaram “um bom desempenho”, mas evitou dar números.

“Pretendemos crescer próximo de 15% em vendas mesmas lojas este ano”, afirmou o Pestana em teleconferência com analistas. No ano passado, as vendas do Pão de Açúcar nesse conceito aumentaram 10%.

“Esta ainda não é uma previsão oficial, mas vamos crescer mais do que os concorrentes”, ressaltou o presidente do conselho de administração do grupo, Abilio Diniz.

De acordo com Diniz, a perspectiva para 2010 é de que o ritmo de crescimento do grupo se mantenha acelerado, embora em um nível menor em relação ao ano passado.

Essa expansão, segundo ele, se dará de forma orgânica e por meio de aquisições. “Mas aquisição a gente não anuncia, comunica”, disse.

Questionado sobre a demora para que sejam anunciadas as informações do processo de integração entre Globex (Ponto Frio), Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar, Pestana adiantou que os detalhes da captura de sinergias serão conhecidos até o final de abril.

“As duas empresas estão indo bem e não há pressão para acelerar o processo. Mesmo tomando mais tempo do que gostaríamos, vamos agir no tempo certo para não perder valor”, afirmou ele, acrescentando que, no primeiro momento, será feita a junção entre Casas Bahia e Globex para que depois sejam capturadas as sinergias pelo Pão de Açúcar.

Além da integração do grupo no segmento de não-alimentos, a companhia reforçou que vai priorizar a expansão no varejo de alimentos.

Segundo Diniz, os investimento da ordem de 5 bilhões de reais, previstos para os próximos três anos, ficarão concentrados na abertura de novas lojas Assaí e Extra Fácil.

“O Extra Hipermercados também vai estar no foco, mas vai crescer por conversão das bandeiras Sendas e CompreBem”, afirmou.

fonte: www.uol.com.br

Acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quarta-feira

03/03/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

Por: Equipe InfoMoney
03/03/10 – 15h16
InfoMoney

SÃO PAULO – A semana continua positiva para o mercado de renda variável. Nesta quarta-feira (3), os principais índices acionários do mundo caminham para o terceiro dia seguido de valorização, com investidores demonstrando maior apetite ao risco por conta das melhores expectativas à Grécia e de bons indicadores norte-americanos.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou medidas mais austeras na reforma fiscal no país, prevendo uma redução de gastos e aumento da carga tributária, que juntos deverão resultar numa economia de € 4,8 bilhões (US$ 6,49 bilhões) em seus cofres.

Na pauta econômica, destaque para o ISM Services, que registrou 53 pontos em fevereiro, resultado melhor que o esperado pelos analistas (51 pontos) e a maior expansão mensal desde outubro de 2007. Ainda por lá, os estoques de petróleo registraram avanço de 1,2% na passagem mensal, enquanto os postos de trabalho no setor privado recuaram em linha com o esperado em fevereiro.

No front doméstico, a agenda abre espaço para a movimentada temporada de resultados corporativos. No âmbito econômico, o fluxo cambial mostrou que a saída de dólares no País superou a entrada em US$ 339 milhões durante o mês de fevereiro. No entanto, o saldo no acumulado do ano continua positivo em US$ 676 milhões.

Resultados
Como tem sido nos últimos dias, os resultados divulgados têm tido alta influência na movimentação das ações negociadas na bolsa brasileira. Nesta sessão, o destaque fica com a Suzano Papel (SUZB5), que reportou lucro líquido de R$ 136,4 milhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo o prejuízo de R$ 495 milhões, visto no quarto período de 2008. Os papéis da companhia operam com forte alta de 5% nesta tarde.

A Braskem (BRKM5) também lançou seu balanço aos mercados. Durante o quarto trimestre, a companhia teve um prejuízo líquido de R$ 893 milhões. Apesar das perdas, o número foi bem melhor do que aquele reportado no mesmo período do ano anterior, quando as perdas alcançaram R$ 2,138 bilhões. No acumulado do ano, a petroquímica conseguiu lucrar R$ 917 milhões, ante prejuízo de R$ 2,457 bilhões em 2008. Suas ações operam com alta em torno de 2%, enquanto o Ibovespa sobe 1,2%.

Números divulgados na noite passada também repercutem nos negócios desta quarta-feira. A Energias do Brasil (ENBR3) viu seu lucro líquido avançar para R$ 175 milhões no período entre outubro e dezembro de 2009, enquanto a Localiza (RENT3) reverteu o prejuízo de R$ 29,8 milhões amargado no último trimestre de 2008 e contabilizou ganhos de R$ 38,4 milhões em período semelhante de 2009. Enquanto as ações da primeira empresa recuam 0,5%, os papéis da segunda caem 1%.

Petrobras: capitalização aprovada
A Petrobras (PETR3, PETR4) teve seu projeto de capitalização aprovado na noite passada pela Câmara dos Deputados, que ainda deve, no entanto, deliberar sobre emendas ao texto-base e sobre o polêmico projeto de alteração no modelo de exploração do pré-sal. O texto aprovado prevê venda à estatal, por parte da União, de direitos de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural em áreas ainda não concedidas da região, mas sem necessidades de licitação.

Em meio às discussões envolvendo a estatal petrolífera, os papéis preferenciais da empresa operam com valorização de 1,3%, enquanto os ativos ordinários avançam 1,45%.

Restrições para a compra da Cimpor
Depois de um tempo ausente do noticiário corporativo doméstico, a negociação envolvendo a Cimpor (Cimentos Portugal) voltou a ganhar destaque por aqui. Nesta quarta-feira, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou um acordo com a Votorantim e a Camargo Corrêa (CCIM3), restringindo alguns pontos na compra da participações de empresa portuguesa.

De acordo com a decisão do Cade, que pretende preservar a concorrência no mercado de cimentos doméstico, as empresas não poderão participar de ou influenciar qualquer decisão acerca das operações da Cimpor no Brasil, além de também não poderem utilizar a aquisição das fatias para obtenção de informação privilegiada nem para eliminar marcas ou alterar as estruturas da Cimpor no Brasil. Os papéis da Camargo Corrêa recuam 0,9% nesta tarde.

Na outra ponta do negócio, a CSN (CSNA3) vê seus papéis subirem 1,3%. Vale lembrar que foi a siderúrgica quem entrou com uma ação no Cade pedindo suspensão das operações envolvendo a venda de participações da Cimpor às empresas Votorantim e Camargo Corrêa.

Multiplus e Oi
A Multiplus (MPLU3) informou que a Oi (TNLP4) passa a ser uma de suas novas parceiras em redes de programas de fidelização. A partir de agora, todos os serviços de telecomunicações da operadora poderão integrar um programa de fidelidade baseado em acúmulo de pontos, enquanto os associados do plano de fidelidade da Multiplus poderão trocar seus pontos por produtos da Oi.

As ações da Multiplus operam com alta de 1,9%, ao passo que os ativos da companhia de telefonia móvel registram valorização de 2,1% no Ibovespa.

Aquisições
Aquisições também marcam presença no noticiário interno. A Marisa Lojas (MARI3) exerceu a opção de compra de quotas representativas de 99,99% do capital social da MAX Participações pela quantia de R$ 7,419 milhões, através de sua subsidiária, Marisa. A notícia foi divulgada pela empresa, em nota enviada ao mercado. Os papéis da varejista sobem 1,2%.

Por sua vez, a Gafisa (GFSA3) anunciou que irá pagar R$ 13,6746 por ação alienada após leilão dos papéis da Tenda (TEND3), recentemente adquirida pela companhia. O valor será pago aos acionistas na próxima quinta-feira (4). As ações da companhia imobiliária avançam 1,3% no Ibovespa.

Ofertas
Por fim, outro cronograma que traz novos eventos ao mercado brasileiro é o de ofertas de ações. A Aliansce Shopping Center divulgou nesta manhã o anúncio de encerramento de seu IPO (Initial Public Offering), tendo captado um montante total de R$ 643,5 milhões. Como de praxe, os estrangeiros foram responsáveis pela maior parte da cifra, com uma participação de 73,16% do total.

Aos que ainda querem investir em novos papéis, a oferta da BR Properties é uma opção, mas atenção: termina nesta quarta-feira o prazo para investidores não institucionais reservarem os papéis da incorporadora. As ações serão listadas no Novo Mercado da BM&F Bovespa, sob o código BRPR3.

Grupo Pão de Açúcar vê lucro crescer 129,4%, chegando a R$ 597,5 milhões em 2009

02/03/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

Por: Equipe InfoMoney
02/03/10 – 11h42
InfoMoney

SÃO PAULO – O Grupo Pão de Açúcar (PCAR5) enviou comunicado ao mercado na manhã desta terça-feira (2), divulgando seus resultados operacionais e financeiros referentes ao quatro trimestre de 2009 e também ao acumulado do ano.

No período de outubro a dezembro do último ano, o lucro líquido da companhia cresceu 47,9% em relação ao mesmo trimestre de 2008, chegando à soma de R$ 161 milhões no resultado sem o Ponto Frio. Considerando a controlada, os ganhos trimestrais atingem R$ 193,9 milhões.

Já a receita líquida postada pelo Pão de Açúcar no período foi de R$ 6,047 bilhões, cifra que configura ágio de 17,6% em relação aos R$ 5,142 milhões vistos no mesmo trimestre de 2008. Considerando o Ponto Frio, a receita do quarto trimestre foi de R$ 7,454 bilhões.

O Ebitda (geração operacional de caixa), por sua vez, também avançou na base trimestral, atingindo a soma de R$ 493,7 milhões nos resultados que consideram os números da controlada. Em bases comparáveis, o Ebitda foi ainda maior, de R$ 516,6 milhões, número que representa alta de 30,6% na base de comparação anual.

Acumulado anual
Assim como na base trimestral, o lucro líquido registrado ao final de 2009 também cresceu, atingindo a soma de R$ 591,6 milhões, quando considerados os resultados do Ponto Frio. Sem a firma, em bases comparáveis, os ganhos somam R$ 597,5 milhões – alta de 129,4% quando comparada ao ganho de R$ 260,4 milhões contabilizado no final de 2008.

No mesmo sentido, o Ebitda postado ao final de 2009 cresceu 15,7%, chegando a R$ 1,530 bilhão em bases comparáveis e a R$ 1,501 bilhão se considerados os números do Ponto Frio. Por sua vez, a receita líquida anual também avançou 15,2%, passando de R$ 18,033 milhões em 2008, para R$ 20,769 bilhões em 2009. A cifra atinge R$ 23,254 bilhões quando considerada a cadeia recém adquirida.

Fibria confirma reajuste no preço da celulose e vê mercado forte

01/03/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

SÃO PAULO (Reuters) – A Fibria acredita que as perspectivas para os preços da celulose continuam positivas para este ano. Os estoques globais do produto continuam em baixa e não existem anúncios de aumentos de capacidades que possam suprir no curto prazo a demanda que segue crescente.
“Enquanto os estoques estiverem apertados… com recuperação na Europa e nos Estados Unidos e a China continuar com demanda forte, os preços devem ser sustentados no atual patamar no curtíssimo prazo”, disse o diretor de Relações com Investidores da Fibria, Marcos Grodetzky.

O executivo espera que a demanda global suba 3 por cento ao ano, o que implicaria em necessidade adicional de 2 milhões de toneladas de celulose a cada ano.

A indicação de que novos aumentos da celulose poderão ocorrer em 2010 segue-se à confirmação pela Fibria de aumento em 30 dólares por tonelada no valor da commodity exportada.

Para o continente asiático, o novo valor passa a ser de 750 dólares por tonelada, para a Europa o preço fica em 790 dólares por tonelada e para os EUA, em 820 dólares por tonelada.

A Suzano Papel e Celulose revelou em 23 de fevereiro o aumento nos preços. Na mesma data, as portuguesas Altri e Portucel também anunciaram reajustes.

Em teleconferência com jornalistas nesta segunda-feira para comentar o desempenho da Fibria no quarto trimestre e em 2009, Grodetzky não teceu, porém, estimativa de quantos aumentos deverão ocorrer e a que preço a celulose deverá chegar, seja para a própria Fibria ou para o mercado de maneira geral.

O nível de descontos da Fibria –maior produtora mundial de celulose– para clientes está estável e os recentes aumentos propostos pela companhia estão sendo absorvidos pelos compradores, disse o diretor da companhia.

INVESTIMENTO EM ÁREA FLORESTAL

Os investimentos da Fibria previstos para este ano, na ordem de 1,25 bilhão de reais, serão destinados principalmente para a área florestal da companhia. “Em 2010 os investimentos irão recompor o nível que a gente julga adequado, principalmente para florestas, que é o grosso da manutenção”, disse o diretor de RI da empresa.

“Ainda não estamos tratando de novas expansões fabris, o que não quer dizer que em 2010 a gente não vá voltar a esse tema.”

Grodetzky afirmou ainda que, após a conclusão da venda da unidade de Guaíba (RS) para a chilena CMPC, no fim de 2009, não existe nenhuma outra operação de desinvestimento em curso.

A Fibria teve prejuízo líquido de 150 milhões de reais no quarto trimestre, contrariando a previsão média de analistas consultados pela Reuters de lucro. A receita e a geração de caixa, porém, ficaram dentro do esperado.

“Operacionalmente já estamos entregando resultados”, disse Grodetzky, referindo-se à união de VCP e Aracruz, que resultou na criação da Fibria.

A dívida líquida da companhia foi reduzida de 13,1 bilhões de reais em setembro para 10,7 bilhões de reais em dezembro. O diretor de RI disse que o prazo médio do endividamento, que subiu de 46 meses no fim do terceiro trimestre para 60 meses, é “adequado” e não existe necessidade de se buscar novos alongamentos.

fonte: www.portalexame.com.br

Acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta sexta-feira

26/02/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

Por: Equipe InfoMoney
26/02/10 – 15h06
InfoMoney

SÃO PAULO – Em meio às referências divergentes apresentadas nesta sexta-feira (26), os índices acionários seguem tendências opostas nesta tarde. As bolsas europeias fecharam no campo positivo, enquanto em Wall Street os mercados encontram-se bem próximos da estabilidade, mesma movimentação vista no Ibovespa, que opera com leve queda de 0,1%.

Na pauta de indicadores, prevalecem os dados positivos, como a segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano, que durante os últimos três meses de 2009 mostrou um crescimento de 5,9%, superando as estimativas do mercado, que esperava uma expansão de 5,7%. Também vindo acima do que era previsto, a atividade industrial na região de Chicago atingiu 62,6 pontos em fevereiro.

Contudo, esses números são contrabalanceados pela confiança do consumidor norte-americano, que ficou abaixo do que era esperado durante o mês de janeiro. Já na esfera de resultados, a seguradora AIG reportou perdas de US$ 8,87 bilhões durante o último trimestre de 2009, enquanto a montadora Volkswagen viu seu lucro despencar 80% no acumulado em 2009, ficando aquém das projeções.

Resultados: CSN avança…
Assim como aconteceu com Gerdau e Usiminas na sessão anterior, a CSN (CSNA3) volta a colocar o setor siderúrgico numa posição de destaque na bolsa brasileira, por conta dos resultados melhores do que o esperado. Nos últimos três meses de 2009, a companhia somou um lucro líquido de R$ 745 milhões, 81% menor que o apresentado no mesmo período de 2008. Contudo, suas ações aparecem entre as principais altas do Ibovespa, com alta de mais de 2%.

Aproveitando o momentum da véspera, os papéis de Usiminas (USIM3, USIM5) e Gerdau (GGBR4) também figuram entre as principais valorizações do dia.

Fibria despenca
Por outro lado, a Fibria (FIBR3) amargou prejuízo nos três últimos meses de 2009. As perdas ficaram em R$ 150 milhões, ao passo que no trimestre imediatamente anterior, a companhia havia somado lucro de R$ 181 milhões. No acumulado de 2009, a processadora de celulose lucrou R$ 558 milhões, revertendo prejuízo de R$ 1,31 bilhão em 2008. Seus papéis declinam mais de 4,5%, liderando as perdas do Ibovespa.

Outros resultados
Em seu exercício do acumulado de 2009, a Comgás (CGAS5) contabilizou um lucro líquido de R$ 367,8 milhões, montante que representa declínio de 28,4% na base de comparação anual. No que tange às receitas líquidas durante o ano, R$ 3,8 bilhões foram acumulados pela Comgás, valor 2,6% menor que o registrado em 2008. Suas ações recuam em torno de 0,5% nesta tarde.

Já a SulAmérica conseguiu se distinguir das outras companhias que apresentaram seus dados contábeis, já que seu lucro líquido mostrou crescimento de 68,1% na comparação entre o último trimestre de 2008 e de 2009, totalizando R$ 149,7 milhões no período. As units da companhia registram valorização próxima de 1,5% na bolsa brasileira.

Fechando a rodada de resultados, o Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo) (BEES3) acumulou ao longo de 2009 um lucro líquido de R$ 131,16 milhões, cifra 18,68% inferior à contabilizada no final de 2008. Contudo, a carteira de crédito e a receita líquida da instituição avançaram 23,2% e 72,9%, respectivamente. Os seus papéis são negociados com desvalorização de 1,75%.

Setor financeiro em foco
Ainda entre os bancos, a A 2bCapital, gestora de fundos de private equity fundada em parceria pelo Banco Espírito Santo de Investimentos e o Bradesco (BBDC4), planeja para este semestre o lançamento de seu primeiro fundo. “O fundo é o que chamamos de capital de crescimento, ou seja, é focado em empresas que se beneficiarão da situação atual da economia brasileira”, afirmou, em entrevista exclusiva ao Portal InfoMoney. Os papéis do Bradesco recuam 0,2% nesta tarde.

Já o Banco do Brasil (BBAS3) lançou ao mercado durante a manhã um comunicado esclarecendo que, “até o momento, não há decisão sobre eventual oferta de ações e que ainda se encontra em estudo, junto ao Tesouro Nacional, proposta de aumento do capital social em, no mínimo, R$ 8 bilhões e, no máximo, R$ 10 bilhões”.

Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quinta-feira

25/02/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

Por: Equipe InfoMoney
25/02/10 – 15h17
InfoMoney

SÃO PAULO – Diante de novos sinais de apreensão emitidos pela Europa e pelo aumento no pedido de auxílios-desemprego nos EUA na última semana, o clima de pessimismo toma conta dos mercados nesta quinta-feira (25), mantendo os principais índices acionários do mundo no campo negativo. Por aqui, o Ibovespa recua 1,3% nesta tarde.

Na Europa, a Grécia volta a ser o foco das atenções, após as agências de classificação de risco Standard & Poor’s e Moody’s levantarem a possibilidade de reduzir o rating do país, caso ele não consiga aplicar seus planos de reforma fiscal. Ainda no velho continente, o volume de crédito concedido ao setor privado em janeiro e a confiança do consumidor europeu em fevereiro apresentaram queda.

Passando para os EUA, a agenda de indicadores também não é animadora, com o Initial Claims atingindo um total de 496 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana, superando as projeções dos analistas, que giravam em torno de 460 mil. Amenizando esses números, o total de pedidos de bens duráveis à indústria norte-americana cresceu mais do que o esperado em janeiro.

No front doméstico, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) apontou inflação de 1,18% no mês de janeiro, acima das estimavas do mercado, que, segundo a última edição do Relatório Focus, esperava variação positiva de 0,80% no mês. Por fim, o superávit primário do governo ficou em R$ 16,185 bilhões no primeiro mês do ano.

Petrobras: resultado adiado e novas descobertas
Além da movimentada temporada de resultados no âmbito interno, o noticiário corporativo também ganha importância, tendo a maior empresa brasileira em valor de mercado – a Petrobras (PETR4) – aparecendo por duas vezes. Primeiramente, a companhia informou duas novas descobertas de acumulações de óleo na Bacia de Campos, com projeções preliminares de um volume de 40 milhões de barris.

Logo após a descoberta, a estatal petrolífera comunicou ao mercado que a divulgação de seu balanço trimestral – que seria apresentado na próxima sexta-feira (26) – foi adiado por conta da protelação de uma reunião do Conselho de Administração, que estava agendada para o mesmo dia. A nova data de divulgação será anunciada em breve. Enquanto isso, seus papéis preferenciais operam em queda de 0,65%.

Siderúrgicas em alta
Em meio à queda de praticamente todas as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, duas empresas conseguem se distinguir do movimento do restante dos mercados: Usiminas (USIM3, USIM5) e Gerdau (GGBR4). Ambas as empresas divulgaram seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2009.

A primeira companhia viu o lucro cair 32% em comparação ao mesmo período de 2008, ficando em R$ 663 milhões, mesma tendência vista em sua receita líquida e Ebitda (geração operacional de caixa). Contudo, os planos de otimização de seus negócios em minério de ferro, o possível IPO (Initial Public Offering) de sua controlada e a associação firmada com as empresas Codepar e Isa Participações, colaboram para que seus ativos PNA e ON liderem os ganhos no índice, com alta de 2,6% e 2,55%, respectivamente.

Já a Gerdau viu seu lucro líquido passar de R$ 311 milhões para R$ 643 milhões na comparação entre os últimos três meses de 2008 e 2009, indicando uma expansão de 106%. Apesar da receita líquida e do Ebitda terem recuado na mesma base comparativa, os papéis da siderúrgica vêm logo atrás da Usiminas, com alta de 2%. Sua subsidiária, a Gerdau Metalúrgica (GOAU4), também figura entre os destaques do Ibovespa, subindo 1,9%.

Resultados do Ibovespa: BB, Klabin e Natura
Outras empresas de forte peso na composição do índice paulista também apresentaram seus dados contábeis. É o caso do Banco do Brasil (BBAS3), que no período de outubro a dezembro somou ganhos de R$ 4,15 bilhões, encerrando desta forma seu exercício de 2009 com um lucro líquido total de R$ 10,14 bilhões – recorde histórico no setor bancário brasileiro. Contudo, seus papéis são negociados com desvalorização de 2,3%.

Dando sequência à temporada de resultados, a Klabin (KLBN4) teve um lucro líquido de R$ 333 milhões no acumulado de 2009, revertendo o prejuízo de R$ 349 milhões amargado em 2008. Seus papéis declinam 2%. Já a Natura (NATU3), que também constatou melhora em seu desempenho na comparação anual, vê seus ativos recuarem 1,7% nesta tarde.

Outros resultados: Marcopolo, Providência e Indusval
Empresas de menor porte listadas na bolsa também lançaram seus resultados. A Marcopolo (POMO4) é uma delas, cujo lucro líquido cresceu 1,6% entre 2008 e 2009, atingindo a cifra total de R$ 136,5 milhões. Os papéis da compania recuam 1,9% nesta tarde.

Já a Companhia Providência (PRVI3) reportou ganhos de R$ 50,9 milhões no acumulado do ano passado, alta de 26,6% ante o exercício anterior. A despeito do bom desempenho anual, seu lucro líquido caiu 42,9% no quarto trimestre de 2009 frente ao mesmo período de 2008. Os papéis da empresa operam em queda de 1,9%.

Por fim, o Banco Indusval (IDVL4) lançou seus resultados na noite passada. O banco reportou lucro líquido de R$ 4,4 milhões entre outubro e dezembro do ano passado. O montante representa queda de 67,4% frente aos mesmos meses de 2008, mas grande melhora frente ao prejuízo de R$ 7,8 milhões amargado no trimestre imediatamente anterior. As ações recuam mais de 4%.

GOL divulga guidance
Enquanto isto, a GOL (GOLL4) divulgou seu guidance para o ano. Entre as principais projeções lançadas pela empresa, está o crescimento de demanda para o setor aéreo brasileiro entre 12,5% e 18%, ou 2,5 e 3 vezes o PIB (Produto Interno Bruto) do País. Os papéis da companhia aérea são negociados com desvalorização de 3,5% no Ibovespa.

ADRs de Eternit e Cielo
A Eternit (ETER3) aprovou o programa de lançamento de ADRs (American Depositary Receipts), através do qual terá ações negociáveis em Wall Street. O Bradesco será a instituição custodiante das ações no Brasil que lastrearão os ADRs nos EUA. Já o Bank of New York Mellon agirá como instituição depositária. Os papéis da empresa recuam 1,2% na bolsa brasileira.

A Cielo (CIEL3) também informou em nota detalhes de seu lançamento de ADRs, dentre os quais incluem-se as escolhas da instituição custodiante, Bradesco, e do banco depositário, Deutsche Bank. Assim como a Eternit, a proporção escolhida foi de uma ação ordinária para cada ADR. Os ativos negociados na BM&F Bovespa sofrem queda de 2,3%.

Regulamentação é principal driver para ações da Net

24/02/2010 por Super Investimentos Sem comentários »

Por: Equipe InfoMoney
24/02/10 – 17h18
InfoMoney

SÃO PAULO – Com o resultado do quarto trimestre considerado positivo por analistas, apesar de divergências pontuais, as perspectivas para a Net (NETC4) estão atreladas sobretudo à aprovação da PL 29, que definirá como o setor vai se configurar nos próximos anos.

Telecomunicações
Usando os resultados que mostraram aumento de assinantes – tanto para TV, banda larga e voz, a última com alta expressiva de 40% – a analista da Link, Maria Tereza Azevedo, acredita que o mercado brasileiro não se encontra saturado. “Mais do que isso, ainda há espaço para serviços convergentes de telecom”.

Pouco afetado pela crise em 2009, o setor sofre consolidações nos últimos anos, de modo que os grandes grupos brasileiros já estão praticamente definidos. Para 2010, novidades como o 3G, a questão da portabilidade e inovações em telefonia fixa devem se desenrolar.

Entretanto, o driver principal fica por conta da regulamentação. Por tratar-se de um ano eleitoral, não deve haver alterações significativas. Para a analista do Banco Fator, Jacqueline Lison, o PL 29 e o Plano Nacional de Banda Larga “ditarão o rumo e velocidade da convergência tecnológica e de serviços”.

Já as mudanças no marco regulatório estão previstas apenas para 2011. Por referir-se especirficamente à TV paga, o PL-29 é o que mais afetaria as ações da Net.

PL-29
Ainda em fase final de votação, o projeto de lei 29/07 já foi aprovado na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, e o principal ponto é que permite ao consumidor adquirir canais avulsos na TV por assinatura, sem ter que comprar pacotes fechados das operadoras. A proposta também garante a gratuidade do ponto-extra, com a possibilidade de cobrar apenas pelo custo de instalação.

O projeto determina ainda cotas para programação nacional e independente que os canais e programadoras deverão incluir nas grades horárias e seleções. Pela determinação, haveria três horas e meia por dia de programação brasileira em todos os canais.

A proposta também prevê uma mudança para os operadores de canais comunitários, que poderão divulgar as entidades de quem receberam apoio cultural, sejam públicas ou privadas, na forma de patrocínio. Esses operadores também poderão veicular publicidade institucional, desde que não seja para anunciar produtos ou serviços. Essa era uma das reivindicações do setor, pois, atualmente, as entidades não podem fazer publicidade e acabam sem dinheiro para se sustentar.

Para Mariana, a expectativa é que, com a aprovação, Carlos Slim deve assumir o controle da companhia – o que não deve, em sua avaliação, impactar o minoritário, mas deve levar a benefícios “em termos de sinergias, ganhos de escala e estratégia”.

Por outro lado, a analista da Brascan Beatriz Battelli lembra que poderá haver entrada de novas operadoras de telefonia no mercado de TV por assinatura, podendo impactar negativamente nas margens da empresa. Ainda sobre esse ponto, a analista afirma que a entrada da GVT no mercado de São Paulo acirrará a competição no estado.

Analistas divergem quanto a último resultado
Em 2009, a empresa mostrou crescimento forte, na avaliação da analista da Link, que citou a receita líquida 25% maior do que a vista no ano anterior. Mais do que o aumento, Mariana conclui que “os números comprovam que, de fato, a companhia passou ilesa pela crise, reportando alguma perda financeira apenas em 2008, em função do dólar”.

Para 2010, há expectativa de que o contrato de direito de uso irrevogável da rede da Embratel, que já ajudou nos resultados do último trimestre – ‘parte do custo de acesso à rede passa a ser amortizado de um ativo de longo prazo’, explica a analista – continue contribuindo para a abertura da margem, que pode chegar a 29%, frente 27% registrado em 2009.

A margem também foi destacada como ponto positivo pela analista da Brascan, que alertou, no entanto, que desconsiderando o impacto do contrato ela teria vindo em linha com as expectativas – o que ocorreu no caso dos números operacionais. A rentabilidade da companhia é considerada consistente.

Entre os pontos negativos, Battelli aponta a elevação no PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) e sobretudo a desaceleração no crescimento da base de assinantes da companhia, em patamares inferiores tanto na comparação com o trimestre anterior como ao mesmo período de 2008.

Um alto risco lembrado por Mariana é o expressivo endividamento em dólar, o que aumenta a exposição da companhia a flutuações no câmbio. Em 2009, com esse aspecto contido, o resultado negativofoi de apenas R$ 1,2 milhão no quarto trimestre, número muito menor do que o visto no ano anterior.

Por fim, os pontos positivos prevalecem, e as duas analistas possuem recomendação outperform para as ações.